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Três palavras para considerar ao passar por uma prova de fogo

Por Kimberly Wagner

 

Nota do editor: Leitores antigos deste blog e ouvintes do programa Revive Our Hearts provavelmente se lembrarão de Kim Wagner, uma querida amiga de Nancy DeMoss Wolgemuth e deste ministério. Nos últimos anos, o marido de Kim, LeRoy, ficou paralisado por fortes dores provocados por uma doença rara e, alguns meses atrás, foi diagnosticado com uma outra doença rara e potencialmente fatal. Como o blog pessoal de Kim estava sendo reconstruído por questões de segurança, recentemente ela enviou uma atualização por e-mail que destaca a soberania de Deus sobre cada prova e nos lembra de uma mensagem com a qual nossas leitoras sem dúvida estarão familiarizadas: O Céu governa. Com a permissão de Kim, adaptamos seu e-mail para esta postagem do blog. —Laura Elliott

 

Muito obrigada, preciosas e fiéis guerreiras de oração, por continuarem intercedendo por nós. Somos eternamente gratos por você! Muitas coisas aconteceram desde a última vez que mandei notícias.

Em março, LeRoy foi diagnosticado com uma doença rara e potencialmente fatal. Seus médicos estão bastante surpresos por ele ter mais essa enfermidade. Baseado nos resultados da biópsia e dos anticorpos encontrados nos exames de laboratório, eles o diagnosticaram com GPA (Granulomatose de Wegener). É uma doença vascular grave que pode matar os tecidos de órgãos. Mais comumente ataca os rins, pulmões e coração.

Desde o início desta saga médica, voltando até maio de 2015, quando LeRoy me disse pela primeira vez que não se sentia bem, sentia-se estranho, ouvimos muitas vezes as palavras “raro”, “incomum” “estranho” e “inesperado”, quando se referiam à sua condição. Essas descrições ressaltam o aspecto desorientador dessa jornada.

No entanto, todas as manhãs deste ano, escrevi este conselho no topo da página do meu diário:

“Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria.”  (1 Pedro 4:12-13)

Pedro, que provavelmente seria martirizado dentro de um ou dois anos após ter escrito essas palavras, compôs esta carta como um meio de encorajar os cristãos que estavam enfrentando perseguição e ameaça de morte por causa de sua fé em Jesus. LeRoy e eu não afirmamos ser “mártires da fé”, mas nos relacionamos com o aviso de Pedro sobre as provações e adversidades pelos quais passaram.

Três palavras se destacam nesta passagem, e quero compartilhá-las com você hoje, caso também precise de encorajamento durante um período de sofrimento. Você e eu talvez nunca suportemos o sofrimento que esses cristãos do primeiro século enfrentaram – mas nem por isso o sofrimento deixa de ser muito difícil, independentemente da forma que assume. E quando sofremos profundamente, por longos períodos de tempo, precisamos do conforto estabilizador da verdade: a verdade divina por meio da Sua Palavra para nós.

Aqui estão as três palavras nas quais foco hoje, juntamente com uma compreensão básica do significado de cada palavra:

 

1. Surpreender: Ficar espantada ou chocada com a novidade de algo.

Devo admitir que fiquei chocada, continuo intrigada e tenho dificuldade em me ajustar à ideia de que provavelmente meu marido nunca recupere a saúde – que ele pode sempre sofrer com dores intensas. Na verdade, é bastante surpreendente para mim que ele jamais se levantará e pregará mensagens do evangelho. O dano que a doença original causou à sua medula espinhal descontrolou seu sistema nervoso, enviando mensagens falsas para seus músculos se contraírem, quando eles já estão tão tensos que às vezes ele sente que podem arrancar sua perna. É chocante e repugnante para mim assistir.

Mas Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, está nos dizendo para não ficarmos surpresos ao enfrentar uma prova de fogo. É como se Pedro estivesse olhando para mim solenemente e me lembrando: “Você se esqueceu que vive num mundo caído? Você acha estranho que sejamos chamados a suportar o sofrimento e usá-lo como plataforma para proclamar verdades sobre Deus em meio ao sofrimento? Não se surpreenda com isso. Todo sofrimento, para um cristão, é temporário e tem um propósito.”

Quando os cristãos do primeiro século passaram por “provas de fogo” literalmente falando (serem queimados vivos por seu compromisso com Cristo), realmente encararam sofrer publicamente por seu Salvador como um privilégio – deixar que outros vissem que seguir Jesus era mais valioso para eles do que suas próprias vidas. Alguns relatos registram esses primeiros cristãos louvando a Deus, até mesmo regozijando-se, enquanto eram condenados à morte por causa de sua fé. Incrível, não é?

 

2. Regozijar: Deleitar-se ou experimentar a graça de Deus.

Regozijar-se é algo que geralmente fazemos quando nossas circunstâncias são agradáveis, divertidas, ou satisfatórias. Alegria não é o que vem à mente quando falamos sobre sofrimento. No entanto, Pedro nos exorta a nos alegrarmos em vez de ficarmos chocados com “provas de fogo”. Alegrar-se no sofrimento só é possível quando experimentamos a graça de Deus por meio do reconhecimento de Seu propósito soberano em meio à dor. E, devo admitir, é uma batalha diária para mim, mas uma batalha que devo travar ou serei vencida pelo ataque de mentiras do inimigo.

Esta verdade me mantém firme:

“Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa.” (Isaías 41:10)

Deus é Aquele que está me segurando em Suas mãos. Ele não nos abandonará. Ele é bom e sua benignidade não falha; não acaba. Ele provou isso. E é isso que me mantém firme e até me leva a regozijar Nele em meio a esta jornada dolorosa – Ele é o meu Amado e eu sou Dele.

 

3. Gloria: O valor infinito de Deus.

Este é o porquê: Deus é digno de nossa adoração, aconteça o que acontecer. Esse não foi o ponto de partida do sofrimento de Jó – a questão da adoração? Satanás acusou Jó de ser fiel apenas porque Deus derramou bênçãos materiais e bondade sobre ele. Satanás afirmou que se Deus permitisse que ele prejudicasse Jó, tirasse todas as bênçãos que Deus havia dado, Jó não adoraria mais a Deus. Mas Jó conhecia esta verdade – Deus é digno de nossa adoração, aconteça o que acontecer!

Você sabe o que aprendi? Quando a adoração é oferecida durante sofrimento intenso, a alegria vem. Minha percepção clareia, a névoa de confusão e engano se evapora, o choque da “prova de fogo” desaparece e a adoração coloca todas as coisas na sua devida ordem no meu coração e na minha mente.

O apóstolo Paulo explicou isso muito bem:

“Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno.” (2 Coríntios 4:16-18)

Se você está passando por um período de sofrimento ou tristeza, querida amiga, oro para que as instruções de Pedro e a menção de Paulo sobre o que está por vir encorajem seu coração hoje. Em breve, nós que conhecemos Cristo estaremos em Sua presença para sempre, e todo sofrimento e tristeza serão banidos.

 

https://www.reviveourhearts.com/blog/three-words-consider-your-fiery-trial/

Chamando as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo. Aviva Nossos Corações é um ministério para mulheres, filial no Brasil da organização internacional Revive Our Hearts.

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