
Dia 19: Canção noturna: A serenidade de Cristo
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth estava pesquisando sobre o tema “serenidade” e encontrou o seguinte anúncio online.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Veja o que dizia o anúncio:
A Pílula DA SERENIDADE. Gestão de Humor em Tempo Real.
- Você tem oscilações de humor?
- Precisa de uma visão mais positiva da vida?
- Está estressada ou nervosa?
- TPM ou menopausa te deixam para baixo?
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Nós podemos ajudar! Nada é melhor do que Serenidade.
Serenidade em uma caixinha!
Raquel: Mas, segundo ela, este anúncio está fadado ao fracasso.
Nancy: A serenidade, fora de Cristo, é algo ilusório.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Escolhendo a Gratidão, na voz de Renata Santos.
Estamos voltando nossa atenção para Jesus nas semanas que antecedem à Sexta-feira Santa e o Domingo de Páscoa. Nancy continua na série Incomparável e, hoje, vamos estudar outro atributo …
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth estava pesquisando sobre o tema “serenidade” e encontrou o seguinte anúncio online.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Veja o que dizia o anúncio:
A Pílula DA SERENIDADE. Gestão de Humor em Tempo Real.
- Você tem oscilações de humor?
- Precisa de uma visão mais positiva da vida?
- Está estressada ou nervosa?
- TPM ou menopausa te deixam para baixo?
- Tem explosões inexplicáveis?
- Está triste ou infeliz?
Nós podemos ajudar! Nada é melhor do que Serenidade.
Serenidade em uma caixinha!
Raquel: Mas, segundo ela, este anúncio está fadado ao fracasso.
Nancy: A serenidade, fora de Cristo, é algo ilusório.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Escolhendo a Gratidão, na voz de Renata Santos.
Estamos voltando nossa atenção para Jesus nas semanas que antecedem à Sexta-feira Santa e o Domingo de Páscoa. Nancy continua na série Incomparável e, hoje, vamos estudar outro atributo importante de Cristo.
Nancy: “Serenidade” não é uma palavra que você ouve muito hoje em dia, não é mesmo? Raramente ouvimos alguém ser descrito como “sereno”. Essa palavra “sereno” ou “serenidade” definitivamente não descreve a era em que vivemos. Estamos mais acostumadas com palavras como pressa, loucura, correria, a mil por hora, multitarefa, estresse, ataques de pânico, transtornos de ansiedade. . . qualquer coisa menos serenidade.
O dicionário diz que alguns sinônimos de serenidade são: “tranquilidade, calma e paz” e antônimos—palavras opostas—são: “agitação, pânico”. Esses são o oposto da serenidade.
Um coração sereno é o que o salmista tinha quando orou no Salmo 131:
Senhor, não é orgulhoso o meu coração,
nem arrogante o meu olhar.
Não ando à procura de coisas grandes,
nem de coisas maravilhosas demais para mim.
Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma.
Como a criança desmamada
se aquieta nos braços de sua mãe,
assim é a minha alma dentro de mim. (vv. 1–2)
Eu amo esse salmo. Amo porque ele descreve um coração sereno que eu, muitas vezes, não tenho.
Serenidade é algo que as pessoas desejam. Pensem em todas as mulheres que fazem yoga — elas estão procurando serenidade. Certo? Mas a serenidade, fora de Cristo, é algo ilusório. Não podemos passar o dia inteiro fazendo yoga.
Hoje, vamos falar sobre como a serenidade de Cristo se manifesta ao longo da Sua vida. Novamente, neste contexto, assim como em todos os outros que estamos estudando nesta temporada da Quaresma, vemos que Ele, realmente, é o Cristo incomparável. Ele é um retrato de serenidade. Ele é a serenidade em pessoa. Ele nos dá serenidade. Ele é nossa fonte de serenidade e podemos ver isso ao longo de Sua vida.
Pense em algumas das seguintes cenas que vou descrever e imagens virão à sua mente: imagine Jesus dormindo no barco enquanto, lá fora, Sua criação faz uma tempestade e, em seguida, pense em como Cristo acorda e, serenamente, acalma o medo de Seus discípulos ansiosos—serenidade.
Pense em 5.000 pessoas famintas rodeando Jesus — ou talvez vários milhares a mais quando incluímos mulheres e crianças…Pense nessa multidão rodeando Jesus e como Ele mantém a compostura de modo perfeito. Ele não fica estressado.
Pense em Jesus ao receber a notícia de que Seu querido amigo Lázaro está terminalmente doente — Ele não mostra indício nenhum de instabilidade emocional. Mas Jesus não é estoico. Jesus não está dissociado da realidade. Essa não é uma demonstração de impassibilidade. Jesus chora no túmulo de Lázaro. Ele se importa profundamente com Seus amigos que acabaram de perder o irmão e amigo, mas Ele não está fora de controle. Ele continua composto e sereno.
Pense em Jesus — como faremos nos próximos dias — diante dos governantes judeus, de Pilatos e de Herodes durante Seu julgamento. Um exemplo constante de dignidade perfeitamente calma. Ele é ultrajado; é falsamente acusado; é perseguido, mas Ele mantém a paz — o Salvador sereno.
Mas, hoje, gostaria que nossa atenção estivesse em um outro vislumbre da serenidade de Jesus que eu penso ser um dos mais requintados. Está em um versículo do Evangelho de Mateus, capítulo 26. Sou muito grata por esse versículo estar na Bíblia, porque ele nos apresenta um retrato muito rico da serenidade de Cristo.
O contexto é a noite em que Jesus participou da ceia de Páscoa com Seus discípulos no cenáculo — o que chamamos de a Última Ceia. Quando a refeição termina e todos se preparam para sair do cenáculo, Jesus sabe que em breve será preso, traído e que Seus discípulos e amigos mais próximos — aqueles com quem Ele acabou de jantar, aqueles cujos pés Ele acabou de lavar, os discípulos que Ele acabou de servir — todos vão abandoná-Lo.
Mateus 26, versículo 30 diz: “E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras”. Tendo cantado um hino.
Oswald Sanders diz isso da seguinte forma em seu livro O Cristo Incomparável:
O Salvador cantou à própria sombra da cruz. Quanta serenidade e triunfo interior estão refletidos nesta frase reveladora! Qualquer um pode cantar sob o brilho do sol, mas cantar nas sombras é uma realização rara.
Acho que todas nós gostaríamos de saber o que Jesus e Seus discípulos cantaram. As Escrituras não nos contam, mas os comentaristas concordam que é provável que Jesus e Seus discípulos tenham cantado um conjunto de salmos encontrados no hinário judaico do Antigo Testamento, os Salmos. Esse grupo de salmos era conhecido como Hallel.
Essa palavra soa familiar para você? “A-le-luia”. Hallel significa louvor — aleluia, louvor a Deus. O Hallel, muitas vezes conhecido como o Hallel egípcio, abrange os Salmos 113 ao 118. Foi chamado de Hallel egípcio porque era cantado em festas nacionais como a Páscoa, quando os judeus celebravam sua libertação do Egito. Era um louvor egípcio, de libertação.
Esses salmos eram agrupados e entoados como uma única canção durante as festividades judaicas anuais e, normalmente (dizem os comentaristas), a primeira parte, os Salmos 113 e 114, era entoada no meio do jantar, e depois a segunda parte, os Salmos 115 ao 118, era entoada no final do banquete.
Abra a sua Bíblia no Salmo 115, o Hallel judaico. Vamos analisar apenas alguns versículos que Jesus, provavelmente, cantou com Seus discípulos naquela noite antes de ir para o Getsêmani e, em seguida, para o Calvário.
Vemos aqui a serenidade de Cristo. Não vamos ter tempo para ler o trecho todo. Eu amaria, um dia, lançar aqui no Aviva Nossos Corações uma série completa sobre o Hallel, esse salmo ou hino que Jesus cantou, mas hoje vamos ler somente uma pequena parte dele. Sugiro que você separe um tempo durante esta Páscoa e temporada de Quaresma para ler o trecho completo, do Salmo 113 ao 118.
No Salmo 115, temos a primeira estrofe do que Jesus e Seus discípulos provavelmente cantaram ao sair do cenáculo. Salmos 115, versículo 1:
Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade.
Por que diriam as nações:
“Onde está o Deus deles?”
O nosso Deus está no céu
e faz tudo como lhe agrada. (vv. 1–3)
Vou fazer uma pausa aqui. Desde a primeira estrofe deste salmo, vemos em Jesus um desejo supremo pela glória de Deus e para que a vontade de Deus seja feita na terra. . . independentemente do que isso custe a Ele. “O nosso Deus está nos céus; e faz tudo como lhe agrada”.
Isso me faz pensar em outro versículo que Jesus certamente conhecia de Isaías 53, o cântico do servo sofredor, que diz: “Todavia, ao Senhor agradou esmagá-lo, fazendo-o sofrer” (v. 10). Jesus sabia que o prazer, a boa vontade e a glória do Pai estavam ligados a Jesus estar disposto a sofrer, ser afligido, esmagado, ferido, crucificado e morto.
Jesus canta neste salmo: “O nosso Deus está nos céus; e faz tudo como lhe agrada”. Ele louva a Deus e diz: “Quero a Tua glória sobre toda a terra. Quero o que Te honra; é isso que eu quero, mesmo que isso signifique que Te agrades em me fazer sofrer. Se isso Te agrada, agrada também a Mim”.
Eles não estavam apenas abrindo a Bíblia e lendo este salmo. Esses eram trechos que os judeus tinham memorizado e cantavam com uma melodia, um ritmo. Eles cantavam juntos. E aqui está Jesus com Seus discípulos, cantando: “Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória”.
Novamente, eu te encorajo a ler este trecho até o Salmo 118, à luz do que Jesus estava enfrentando, mas agora vamos pular para a última estrofe do hino, quando chegamos ao final do Salmo 118, versículo 24. Novamente, Jesus está saindo do cenáculo; eles estão se preparando para ir para o Getsêmani e, em seguida, para o Calvário. No versículo 24, Jesus canta com seus discípulos:
Este é o dia que o Senhor fez;
exultemos e alegremo-nos nele.
Veja o versículo 28:
Tu és o meu Deus, e eu te louvarei;
tu és o meu Deus, eu te exaltarei.
Deem graças ao Senhor, porque ele é bom,
Porque a sua misericórdia dura para sempre.
Jesus não apenas canta ao enfrentar a cruz, mas o que Ele está cantando? Ele está entoando louvores, adorando, agradecendo, honrando ao Senhor. Ele começa com o foco na glória e na soberania de Deus e termina em agradecimento por Sua bondade e amor constante. Esse é o significado de “Sua misericórdia dura para sempre”. Não há dúvida aqui; não há medo. Não há ansiedade; não há agitação. Há apenas a calma e a serenidade de que Deus é bom; Deus está no controle; a vontade de Deus será feita.
Oswald Sanders diz:
O que podemos aprender com o Cântico da Páscoa? [Aprendemos] que podemos transformar nossa dificuldade em tesouro e nossa tristeza em cântico. A fé pode entoar sua canção na hora mais escura. A tristeza e o canto não são incompatíveis.
Ao vermos a serenidade de Cristo, somos lembradas de que “nossa dificuldade pode ser transformada em tesouro e nossa tristeza, em cântico. A fé pode entoar sua canção na hora mais escura. A tristeza e o canto não são incompatíveis”.
Isso te lembra de alguns seguidores de Jesus não muitos anos após esse momento de comunhão? Paulo e Silas aprisionados em Filipos, espancados, feridos, com suas pernas e braços presos a troncos, “orando e cantando hinos a Deus” no meio da noite — serenos como Jesus — com um espírito calmo, composto, confiante, pacífico, tranquilo em meio ao tumulto (veja Atos 16.25).
Se você não conhece Jesus e não testemunha o agir dele na sua vida, isso pode parecer loucura. Como é que Jesus conseguia cantar? Especialmente as coisas que acabamos de ler que Ele cantou? Como Ele podia cantar essas coisas a caminho de ser traído e crucificado?
Antes de tudo, sabemos que Ele podia cantar porque confiava em Seu Pai. Vimos isso naquele salmo: “Tu és bom; Tu és o meu Deus”. Não muito tempo mais tarde, Jesus clamaria: “Meu Deus, Meu Deus, por que me desamparaste?” Mas Ele continua ciente de que Deus é Seu Deus. “Tu és o meu Deus. Tu és bom”. Ele confiava em Seu Pai. Quando você confia em seu Pai celestial, você pode cantar mesmo às sombras da cruz.
Ele conhecia, aceitava e abraçava o plano do Pai. “Estou dentro. Eu aceito. Eu me comprometo. Sim, Senhor! Sim, Pai!” Ele conhecia o plano do Pai; Ele o aceitava e o abraçava.
Ele podia cantar à sombra da cruz porque amava os outros — Ele amava você; Ele amava a mim — mais do que amava Sua própria vida. Se eu amo minha própria vida mais do que amo você, vou me lamentar à sombra da cruz. Mas se eu amo Cristo, se eu amo meu Pai celestial mais do que amo a mim mesma, se eu amo você mais do que amo a mim mesma, então estarei disposta e capacitada a cantar à sombra da cruz.
Ele podia cantar à sombra da cruz porque sabia que, embora a cruz estivesse logo à frente, a cruz não era o fim. Havia vida, glória, esperança e alegria diante dele que O capacitavam a suportar a cruz e a cantar enquanto caminhava rumo à cruz.
Conseguimos entender — algumas de nós, pelo menos — como é possível ser calma e serena quando nossas vidas estão livres de problemas. Conheço algumas pessoas que nunca são calmas e serenas, mas acho que conseguimos imaginar uma pessoa calma e serena quando não há tempestades, problemas e cruzes. Porém, é perfeitamente possível ter uma vida confortável e ainda assim experimentar inquietação, ansiedade e falta de serenidade em seu interior se você não tiver Cristo.
, mas para mim é incrível ver Jesus sendo um exemplo de serenidade nos momentos de maior pressão em Sua vida. Muitos de seus seguidores têm experimentado a mesma coisa ao longo dos séculos. É algo impressionante observar santos que estão sendo perseguidos e, em alguns casos, martirizados, cantando nas sombras e demonstrando um espírito sereno e sóbrio, seja nos grandes desafios da vida, seja nos pequenos, nas grandes e pequenas cruzes.
Na verdade, estou aprendendo que Deus muitas vezes usa a pressão, os problemas e as dores como meios para produzir um espírito de serenidade em nossas vidas. Talvez você diga: “Eu não sou uma pessoa serena. Eu não poderia ser serena de jeito nenhum passando por esses tipos de problemas”. Pode ser que seja nos problemas, na pressão e na dor que desenvolveremos um espírito sereno, ao olharmos para Cristo cantando à sombra da cruz.
Vou dar alguns exemplos de pessoas serenas que vieram à minha mente. Pessoas que cantaram e adoraram a Deus à sombra da cruz:
Penso nos três jovens hebreus em Daniel capítulo 3. O rei Nabucodonosor, o homem mais poderoso da Terra, diz: “Caiam e adorem a imagem que eu fiz, ou vocês serão lançados na fornalha de fogo ardente”. Qual é a resposta deles? “Se o nosso Deus, a quem servimos, quiser livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das suas mãos, ó rei. E mesmo que ele não nos livre, fique sabendo, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que o senhor levantou” (vv. 17–18).
A serenidade está claramente estampada nesses jovens. É uma convicção tranquila e firme de que Deus está no controle, de que Seu plano é bom, de que Ele é digno de confiança. Por isso, não precisamos nos desesperar.
Penso em Perpétua, uma esposa e mãe de vinte e dois anos, que, no ano 203 d.C., juntamente com quatro outras pessoas, foi presa e martirizada por sua fé em Cristo. Ela e seus companheiros mártires entraram na arena, firmes em sua fé, cantando hinos, dizem os historiadores. Primeiro foram atacados por animais, depois mortos pela espada. A história conta que Perpétua levou a espada até seu pescoço quando o carrasco hesitou.
Eu chamaria isso de serenidade. Cantando hinos, firme em sua fé, composta, convicta, destemida. Serenidade.
Penso em Dietrich Bonhoeffer (cuja biografia li recentemente), um pastor luterano e teólogo nascido na Alemanha que foi preso e executado por seu papel no movimento de resistência alemã contra o nazismo. Sua execução foi particularmente brutal. Bonhoeffer foi despido e levado nu para o pátio de execução, onde foi enforcado com um arame fino e estrangulado.
O médico do campo que testemunhou a execução escreveu:
Eu vi o pastor Bonhoeffer ajoelhado no chão orando fervorosamente a Deus. Fiquei profundamente comovido com a forma como esse homem amável orou, tão devoto e tão convicto de que Deus havia ouvido a sua oração. No local da execução, ele novamente fez uma breve oração e depois subiu os poucos degraus em direção à forca, corajoso e composto. Sua morte ocorreu após poucos segundos. Nos quase cinquenta anos em que trabalhei como médico, raramente vi um homem morrer tão inteiramente submisso à vontade de Deus.
Cantando à sombra da cruz, confiando na bondade, na sabedoria, no plano de Deus.
Quero enfatizar um ponto fundamental sobre a serenidade: ela não é uma questão de personalidade ou temperamento natos. Não é uma disposição genética, não é estoicismo, nem indiferença ao que acontece ao nosso redor. A serenidade é um estado interno de paz, de contentamento e confiança, mesmo quando as circunstâncias externas são turbulentas.
É um estado de paz, de contentamento e de confiança. É saber que, aconteça o que acontecer, nossas vidas estão seguras em Cristo. Estamos descansando nele, que é a fonte da nossa identidade e de tudo o que precisamos.
Outro dia, perguntei a um grupo de mulheres: “Quem vem à sua mente quando você pensa em serenidade?” Uma delas disse: “Uma das mulheres mais serenas que já vi foi uma viúva em um funeral. Ela estava tão confiante nas promessas de Deus, em quem ela era e em quem seu marido eram em Cristo”. Serena.
Enquanto eu pensava em pessoas serenas, lembrei de uma troca de e-mails que tive recentemente com alguns amigos deste ministério. Um mês atrás, eles tiveram um bebê, seu sétimo filho, nascido com uma anomalia no coração que eles não descobriram até o dia seguinte ao nascimento. Eles pensavam que estava tudo bem, mas descobriram que uma válvula não estava conectada.
Até o momento desta gravação, não sabemos qual será o resultado. É um milagre que ele tenha vivido até agora. Mas os pais não sabem o que vai acontecer – se ele viverá mais um pouco ou não, porém eles estão tranquilos, em paz. Na verdade, o foco deles tem estado em como podem abençoar, servir e ministrar às pessoas ao seu redor que também estão sofrendo ali na UTI.
Serenidade. É uma disposição calma do coração. Sim, dói. Sim, às vezes sentimos que nosso coração está se partindo. Sim, às vezes sentimos que não temos mais forças para continuar por nem mais um momento. Mas há um núcleo que está em paz.
Lembro-me de um e-mail que recebi de uma mulher. Ela escreveu o seguinte:
Meu marido me deixou há mais de três anos. Nem sei onde ele está morando – ele não me conta. Comecei a orar por nossa reconciliação logo depois de ouvir o Aviva Nossos Corações pela primeira vez em novembro de 2008. Naquela noite, enviei a ele um breve e-mail. Demonstrei minha empatia por ele em relação a um empreendimento financeiro seu que não havia dado certo. Em seguida, recordei algo que eu admirava nele e finalizei com: Com amor, [ela assinou o próprio nome].
Senti que consegui dizer algo sem questioná-lo, sem oferecer explicações ou me defender. Espero que isso o tenha encorajado. Espero que um dia eu possa escrever para contar sobre meu marido ter voltado para Cristo e para casa. Mas, independentemente do que acontecer, quero, do fundo do meu coração, permanecer fiel.
E eu pensei, serenidade! Essa é uma mulher serena que fixou sua esperança em Deus. Independentemente do que aconteça ou deixe de acontecer em seu casamento, ela sabe em quem tem crido e está convencida de que Ele é capaz de suprir suas necessidades, de guardá-la e de sustentá-la até o dia final.
Como podemos cantar em meio às sombras, à sombra da cruz, em meio à escuridão, ao luto e à agitação ao nosso redor?
Gostaria que nos lembrássemos daquele versículo maravilhoso em Mateus, capítulo 11. São palavras de Jesus. Ele disse:
Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso para a sua alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. (vv. 28–30)
Você consegue perceber a ligação entre a humildade de Cristo e a serenidade de Cristo? Não podemos ter um coração sereno sem ter um coração humilde. Ele diz: “Venham a mim. . . aprendam de mim. . . sou humilde”. Com essa humildade vem a serenidade e o descanso que nossos corações anseiam. O coração humilde que aceita a totalidade da vontade do Pai como sábia e boa será um coração sereno — um coração que está em paz.
Como está o seu coração hoje? Sereno? Bem, é fácil ser serena sentada neste auditório ouvindo a Palavra de Deus ser ensinada, mas pense no que você deixou em casa essa manhã. Pense no que você vai enfrentar quando voltar para o seu local de trabalho, para a sua igreja, para o seu casamento, para os seus filhos, para onde quer que você sirva ao Senhor.
Se você está pensando: “Aah, eu não tenho essa serenidade, mas eu quero!” Medite em Cristo. Aprenda com Ele. Ele é humilde; Ele é manso.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth falou sobre a verdadeira serenidade. As palavras dela hoje fazem parte da série Incomparável. Você pode ouvir qualquer episódio que tenha perdido ou ouvir todos eles novamente no nosso site, avivanossoscoracoes.com.
Deus tem usado esse ensino de algumas maneiras práticas. Ouça o que Nancy tem para compartilhar.
Nancy: O estudo de hoje sobre a serenidade de Cristo foi profundamente desafiador para mim. Sei que as ouvintes ouviram essa mensagem enquanto pensavam em todos os tipos de desafios que ameaçam sua serenidade.
Uma mulher nos escreveu sobre a paciência necessária em sua difícil situação. Ela tem sido a principal cuidadora de seu marido por quase quinze anos e, enquanto cumpre essas tarefas dia após dia, ouve Aviva Nossos Corações.
Isso a ajuda a lembrar por que ela está servindo. Ela escreveu dizendo: “Obrigada pelas suas palavras de encorajamento nas muitas vezes que senti que eu estava a ponto de desabar.”
Podemos encorajar ouvintes como essa mulher em meio a todos os seus desafios graças a ouvintes como você e seu apoio. O Aviva Nossos Corações é sustentado financeiramente por meio de doações vindas de corações gratos pelo acesso a recursos que ensinam a sã doutrina. Visite o nosso site e clique na aba “Doações” para mais informações sobre como você pode, junto conosco, “chamar mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo.”
Raquel: Ao estudar a vida de Jesus, você pode se surpreender com a frequência com que Ele orava. Saiba mais sobre a oração na vida de Jesus amanhã no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, chamando as mulheres à liberdade, à plenitude e à abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.