
Dia 20: Fervoroso e cheio de fé: A vida de oração de Cristo
Raquel: Aqui vai um pequeno insight sobre a vida de oração de Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Eu confesso que, às vezes, quando eu oro, sinto como se ninguém estivesse me ouvindo. Eu não posso ver Deus. Às vezes, não sinto a Sua presença. Quando oro, preciso ter fé de que o que não posso ver e o que não posso sentir é, ainda assim, verdadeiro, e que Deus está lá, que Ele está ouvindo e vai responder.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Incomparável, na voz de Renata Santos.
Hoje, vamos explorar a vida de oração, não da Nancy, mas sim de Jesus.
Com a Páscoa se aproximando, estamos estudando vários aspectos da vida de Jesus, que é, realmente, incomparável. O livro de Nancy, Incomparável (indisponível em português), usa temas e títulos de capítulos de um livro de Oswald Sanders …
Raquel: Aqui vai um pequeno insight sobre a vida de oração de Nancy DeMoss Wolgemuth.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Eu confesso que, às vezes, quando eu oro, sinto como se ninguém estivesse me ouvindo. Eu não posso ver Deus. Às vezes, não sinto a Sua presença. Quando oro, preciso ter fé de que o que não posso ver e o que não posso sentir é, ainda assim, verdadeiro, e que Deus está lá, que Ele está ouvindo e vai responder.
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Incomparável, na voz de Renata Santos.
Hoje, vamos explorar a vida de oração, não da Nancy, mas sim de Jesus.
Com a Páscoa se aproximando, estamos estudando vários aspectos da vida de Jesus, que é, realmente, incomparável. O livro de Nancy, Incomparável (indisponível em português), usa temas e títulos de capítulos de um livro de Oswald Sanders chamado O Cristo Incomparável. Aqui está Nancy.
Nancy: Hoje, vamos nos maravilhar com mais um aspecto que torna Cristo incomparável, ninguém é como Ele. E a Sua vida de oração o torna incomparável. Jesus era um homem de oração e Ele orava porque era um homem, este era um aspecto da Sua humanidade. O fato de Ele orar ao Seu Pai celestial é uma expressão do Seu senso de dependência enquanto ser humano.
Como seres humanos, somos necessitadas e dependentes; de fato, não somos autossuficientes ou independentes.
- Precisamos de provisão.
- Precisamos de proteção.
- Precisamos de direção.
- Precisamos de sabedoria.
- Precisamos de ajuda.
- Precisamos de conforto.
- Precisamos de encorajamento.
Deus é o doador de toda boa dádiva e todo dom perfeito. Ele é a fonte de tudo o que precisamos.
A oração é um ato de humildade. É reconhecer que somos necessitadas e pedir a ajuda de Deus — que tem tudo — em suprir essas necessidades. Isso significa que a oração é a maior expressão de dependência que podemos oferecer a um Deus todo-suficiente. É um reconhecimento de que sabemos que precisamos dele.
Enquanto eu refletia essa semana, percebi que, Deixe-me colocar isso de uma forma mais pessoal: A verdade é que eu não oro mais porque não percebo o quão necessitada eu, de fato, sou. Tenho um espírito orgulhoso e autossuficiente. Ou, eu não acredito que Ele é capaz de atender minhas necessidades. Ou, eu não acredito que Ele está disposto a atender minhas necessidades. Se eu soubesse que sou necessitada e que Ele está disposto e é capaz, então eu oraria. Portanto, se eu não oro, é porque há algo de errado no que estou acreditando.
Sua vida de oração está intimamente ligada ao seu relacionamento com Cristo. A vida de oração de Cristo é, sem dúvida, uma de Suas características mais importantes. É uma prática que aparece constantemente nos relatos do Evangelho — principalmente em Lucas. Um dia, leia o Evangelho de Lucas e circule cada referência à oração. Jesus era um homem de oração.
Neste episódio, gostaria de fazer dez observações sobre a vida de oração de Cristo. Nada tão profundo ou inusitado que muitas de vocês já não tenham ouvido antes. Mas, enquanto meditava sobre Cristo como um homem de oração e meu desejo de me tornar uma mulher de oração, aqui estão que deveriam nos encorajar e motivar.
- Ele orava ao Seu Pai.
Sua vida de oração era baseada em um relacionamento familiar. O fato de Ele orar ao Seu Pai revela a intimidade do relacionamento dele com o Pai. Suas orações não eram apenas uma lista de pedidos a Deus, como muitas vezes são as minhas — por favor, faça isso e faça aquilo; e não se esqueça disso e eu preciso disso. Suas orações eram muito mais do que isso. Ele passava tempo com alguém que conhecia intimamente, que amava e sabia que O amava, e com quem desejava estar em comunhão.
Me ocorreu que o Salmo 27.4, um dos meus versículos favoritos, é algo que Jesus poderia ter dito:
“Uma coisa peço ao Senhor
e a buscarei:
que eu possa morar na Casa do Senhor
todos os dias da minha vida,
para contemplar a beleza do Senhor
e meditar no seu templo.”
Jesus tinha esse anseio de estar com Seu Pai. Suas orações eram fruto de um relacionamento com Seu Pai.
- Ele orava com frequência.
Ele orava muito. Não apenas um pouco, mas muito. Às vezes Ele se afastava da multidão com o objetivo exclusivo de orar; mas outras vezes, lemos o relato dele orando durante Suas atividades e rotina diárias.
Ao ler os Evangelhos, vemos que momentos-chave de Sua vida foram marcados por oração — Seu batismo, a escolha dos Doze, o Monte da Transfiguração, a multiplicação dos pães, o Jardim do Getsêmani, a cruz — esses foram momentos importantes marcados pela oração.
Mas Ele também orava em momentos não tão essenciais como a manifestação de um estilo de vida. Ele orava após um dia cheio de ministério, quando estava cansado. Jesus veio como homem, Ele ficava morto de cansaço. Ele orava antes de começar um novo dia de ministério, com pessoas o pressionando, coisas para fazer e lugares para ir. A oração fazia parte do Seu dia a dia. Cada ocasião era uma ocasião para oração — para se comunicar com Seu Pai, para manter a linha de comunicação aberta.
Nenhum evento, nenhum acontecimento, nenhum detalhe era grande ou pequeno demais para ser um assunto de oração. Ele viveu orando e morreu orando. Ele orava com frequência. Esse era o Seu estilo de vida.
- Ele orava sozinho e com outras pessoas.
Em Lucas 5.15, temos um exemplo em que vemos Jesus orar sozinho com Seu Pai:
Porém o que se dizia a respeito de Jesus se espalhava cada vez mais, e grandes multidões afluíam para o ouvir e para serem curadas de suas enfermidades. Jesus, porém, se retirava para lugares solitários e orava.” (vv. 15,16)
Às vezes Ele se afastava da multidão — Ele deixava a agitação e as responsabilidades, os prazos e as demandas. Era um ato intencional de Sua parte. Ele se dirigia para lugares desertos onde não seria interrompido ou distraído e orava. Também sabemos que havia momentos em que Ele ia para esses lugares desertos e tentava se isolar e as multidões o seguiam.
Uma coisa que eu amo sobre o Salvador é que Ele nunca se irritou com a multidão. Às vezes, quando eu separo um tempo para me isolar e quero estudar e buscar ao Senhor, a multidão aparece e eu fico chateada com as próprias pessoas que o Senhor me enviou para servir.
Vocês que têm filhos pequenos sabem o quão difícil é realmente se afastar da multidão. Às vezes, buscar este momento de reclusão não significa enviar seus filhos para um acampamento ou tirar uma semana de férias. Às vezes, significa encontrar, em meio à multidão, um lugar silencioso em nosso coração.
Jesus sabia fazer isso também, ser sereno em meio a uma multidão. Ele orava quando estava sozinho com Seu Pai, mas também orava em público. Lucas 3 nos diz que Ele orou em Seu batismo. João 6 nos diz que, na multiplicação dos pães, Ele levantou Seus olhos para o céu e deu graças — Ele estava em um ambiente bem público. João 11, diante do túmulo de Lázaro, Ele orou. Jesus orava em ambientes públicos.
Além disso, Ele orava com Seus discípulos. Creio que, além dos momentos em que Ele orava sozinho com o Pai, aqueles momentos de oração com Seus discípulos deviam ser muito especiais para Jesus e Seus discípulos.
Lucas 11.1 diz:
Jesus estava orando em certo lugar e, quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: — Senhor, ensine-nos a orar como também João ensinou os discípulos dele.
Jesus estava com Seus discípulos. Eles O viam orar. Ao que tudo indica, eles ouviam Jesus orar e estavam sempre por perto quando Ele orava, por isso foram motivados a pedir: “Senhor, ensina-nos a orar”.
Então Jesus disse: — Quando vocês orarem, digam: "Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino.” (v. 1,2)
Ele levava Seus discípulos para o lugar de oração. Vemos isso novamente no Monte da Transfiguração em Lucas 9: “Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte com o propósito de orar” (v. 28). Ele os levou consigo. Ele orava com eles.
No Jardim do Getsêmani, Ele estava com Seus discípulos. Quando foi orar, Ele se afastou um pouco, mas a forma como Ele orava era intensa. Não posso deixar de acreditar que os discípulos sabiam o que estava acontecendo. Eles podiam vê-Lo, provavelmente. Talvez pudessem ouvi-Lo enquanto Ele orava.
Acredito que o hábito de Jesus de orar com outros estabelece um padrão para orarmos dentro da família de Deus. Oramos juntos: “Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino” (Lc 11.3). Sei que algumas pessoas não se sentem totalmente confortáveis em orar com outras pessoas, mas gostaria de ressaltar que isso é algo muito especial, temos momentos lindos de oração com nossa equipe. Algumas noites, ligo para minha mãe e oro abençoando-a no final do dia. Ore com aqueles que você conhece e ama. Busquem o Senhor juntos.
Em nossa equipe, amamos orar juntas. Não só amamos, mas precisamos desesperadamente de oração. Quando ficamos sabendo sobre uma necessidade urgente de uma de nossas ouvintes ou algo que está acontecendo no ministério, nos reunimos espontaneamente para orar, são momentos de oração improvisados. Estamos sempre orando como equipe — não porque somos super espirituais, mas porque precisamos do Senhor e, como corpo, precisamos dele.
Jesus separava momentos não só para orar sozinho, mas para orar com outras pessoas. Estabeleça uma rotina de oração em sua casa, talvez você e seu marido, talvez com seus filhos, talvez no local de trabalho, busque oportunidades para orar com outras pessoas.
Ore com seu cônjuge. Diga ao seu marido: “Podemos orar juntos?” Alguns parceiros, dependendo de como são, podem se sentir um pouco desconfortáveis com isso, então não os faça se sentir desconfortáveis. Diga: “Posso orar por você?”
Tenho um pequeno ministério na igreja que chamo de ministério do corredor. No corredor após o culto, no último domingo, tive uma doce oportunidade de orar com várias pessoas que estão passando por diferentes crises no momento.
Orei com uma querida irmã que está passando por uma quimioterapia, orei com uma jovem que disse que estava espiritualmente seca e tinha questões de amargura em sua vida. É uma oportunidade para pausarmos e abençoarmos pessoas através da oração.
Vi uma mulher ali que eu não sabia quem era. Perguntei: “Você é nova aqui?”
Ela respondeu: “Mais ou menos.”
Perguntei: “Qual é o seu nome?” E começamos a conversar. Descobri que, naquela manhã, o seu marido tinha buscado o filho que estava na cadeia com problemas relacionados a drogas. A vida de seu filho estava um caos — sem rumo e longe de Cristo. Ela estava passando por tudo isso naquela manhã. Com tudo isso acontecendo em sua vida, ela estava de pé ao fundo da igreja esperando seu outro filho e eu pude colocar meu braço sobre ela e orar — mesmo sem conhecê-la. Somos chamadas para isso. Chamadas a abençoar e encorajar.
Da mesma forma, sou muito grata pelas pessoas que oram por mim. Hoje de manhã, no início da gravação, duas colegas de equipe vieram e colocaram as mãos no meu ombro e oraram por mim e por este dia. Quando oramos, há uma infusão da graça e da força de Deus que podemos transmitir umas às outras. Aproveitem ao máximo essa oportunidade.
Bom, eu me alonguei um pouco aqui, não pretendia passar tanto tempo em um ponto só. Vamos continuar com os outros pontos.
- Jesus sempre encontrava tempo para orar.
Não há dúvida de que Ele estava mais ocupado do que qualquer uma de nós poderia estar — pense na Sua lista de afazeres: executar todo o plano de redenção em três anos. Mesmo assim, Ele nunca ficou tão ocupado a ponto de não ter tempo para orar. Oração sempre foi uma prioridade para Jesus.
Eu estava discutindo este capítulo com algumas amigas com quem me encontro para obter insights sobre essas sessões. Uma delas disse que uma das primeiras coisas que fez ao chegar a este capítulo sobre a vida de oração de Cristo foi orar contra a culpa.
Eu sei bem sobre o que ela estava falando. “Eu não sou uma pessoa de oração; vou me sentir tão culpada”. Ela disse: “Mas, ao ler este capítulo, percebi que Jesus realmente via a oração como Seu trabalho mais importante. Ele deixava todas as outras demandas de lado para poder orar. E isso me inspirou a orar quando sinto que tenho trabalho demais”.
Esta é uma boa palavra de encorajamento. Jesus sempre encontrava tempo para orar.
Quem dentre nós pode comparar nossa carga de trabalho com a dele? Quem entre nós lida com mais distrações e interrupções do que as que Ele enfrentava diariamente? Geralmente, Seu trabalho eram situações de vida ou morte. Coisas como: “Venha agora! Minha filha está morrendo”. “É tarde demais; ela morreu”. Essas eram situações do Seu dia a dia. Havia emergências por todos os lados.
Ainda assim, Ele encontrava tempo para orar. Se houve alguém que tinha uma boa desculpa para não orar ou apressar os momentos de oração, essa pessoa era Jesus. Porém, nos períodos mais turbulentos e estressantes de Sua vida, Ele orava mais, não menos.
Eu estava lendo outro livro sobre a vida de Cristo, refletindo para essa série, e encontrei um escritor antigo que disse: Que palavra poderosa, não é? Jesus sempre encontrava tempo para orar.
- Jesus orava pelas coisas que sabia que agradariam e honrariam Seu Pai e avançariam o Reino de Deus.
Ele se importava mais com isso do que com Seu próprio bem-estar. Ele sempre submetia Sua vontade à vontade do Pai.
Eu amo aquela passagem em João 12.27 onde Jesus diz:
“Agora a minha alma está angustiada, e o que direi? ‘Pai, salva-me desta hora’? Não, pois foi precisamente com este propósito que eu vim para esta hora.” [Eu vim para morrer, é para isso que Ele me enviou para cá. Então o que Ele ora? Não ‘Pai, salva-me desta hora’, mas sim:] “Pai, glorifica o teu nome. Então veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei.” (vv. 27,28)
Para Jesus, glorificar o nome de Deus significava suportar a cruz. Seus próprios desejos sempre estavam subordinados e submetidos às coisas que Ele sabia que agradariam e honrariam a Seu Pai.
Jesus levantou os olhos ao céu e disse: “Pai, é chegada a hora. Glorifica o teu Filho, para que o Filho glorifique a ti.
(Jo 17.1). Esse sempre foi o objetivo. Fazer o que fosse necessário para que o Pai fosse glorificado.
- Jesus acreditava que Deus O ouvia quando Ele orava.
Ele orava com confiança e fé de que Deus O ouviria e responderia Suas orações. No túmulo de Lázaro, em João 11, diz: “Jesus levantou os olhos e disse: ‘Pai, eu sei que sempre me ouves’” (vv. 41,42). Sabia que podemos ter a mesma confiança quando oramos? Talvez pensemos, “Eu não sou Jesus!” Bem, vejamos o seguinte versículo:
“E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito.” (1 Jo 5.14,15)
Ele acreditava que Deus O ouvia quando orava e que Deus responderia.
Você acredita nisso quando ora? Confesso que, às vezes, quando oro, sinto que ninguém está ouvindo. Não posso ver Deus. Às vezes não O sinto. Minha vida de oração não é dessas em que algumas pessoas sentem a presença de Deus — isso não é comum para mim. Quando oro, preciso ter fé de que o que não posso ver e o que não posso sentir é, ainda assim, verdadeiro, e que Deus está lá, que Ele está ouvindo e vai responder.
- Jesus orou muito durante os dias da Sua Paixão.
Nos próximos dias, vamos abordar: a prisão, o julgamento e a crucificação de Cristo. Semana Santa. Ele orou muito, especialmente durante esses dias. Em Lucas 22, vemos Jesus no Getsêmani. Vamos fazer uma sessão inteira sobre esse momento. Ouvimos Jesus orando na cruz. Em breve, nesta série, vamos analisar o que Ele orou na cruz.
Mas vamos dar uma olhada rápida em João 17, a oração sacerdotal de Jesus — a verdadeira oração do Senhor — que Ele fez no cenáculo e no Getsêmani. É um olhar íntimo sobre a vida de oração de Cristo. Aqui está o resumo deste capítulo:
Ele disse: “Guarda-os em teu nome ... para que eles sejam um, assim como nós somos um” (v. 11); “Guarda-os do mal” (v. 15); “Santifica-os na verdade” (v. 17). Primeiro, Ele orou por Si mesmo, depois orou por Seus discípulos.
“Não peço somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim [somos nós!], por meio da palavra que eles falarem, a fim de que todos sejam um. E como tu, ó Pai, estás em mim e eu em ti, também eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. [...] Pai, a minha vontade é que, onde eu estou, também estejam comigo os que me deste, para que vejam a minha glória.” (vv. 20-24)
Pense em Jesus orando essas coisas por nós. Isso mostra Seu coração, que Ele orou por outros mesmo quando poderia estar consumido por Suas próprias necessidades. Ele orou por Si mesmo, orou por Seus discípulos, orou por nós, mas acima de tudo — em Sua vida de oração durante aquela semana da Paixão e ao longo de Sua vida — Ele orou pela glória de Deus, para que a vontade de Deus fosse feita.
Apenas algumas horas depois de orar essa oração em João 17, Ele orou no Getsêmani. Ele disse aos discípulos: “Vigiem e orem para que não caiam em tentação” (Mt 26.41).
Não é interessante que os discípulos dormiram e caíram em tentação? Jesus orou e venceu a tentação. Ele conquistou o pecado e a morte. Ele comprou nossa salvação. Pensei comigo mesma, enquanto meditava sobre essa passagem, o que teria acontecido se Jesus não tivesse orado? E se Ele tivesse dormido quando deveria estar orando?
Não podemos responder a isso porque Ele só faria a vontade do Pai. Mas pense comigo: e se Ele tivesse dormido em vez de orar? Será que Ele também teria sido vencido pela tentação? Jesus não pecou e não podia pecar, então é uma pergunta absurda. Mas não te deixa feliz saber que Ele orou?
Fico pensando na diferença que faria em nossas vidas se orássemos em vez de dormir. Claro, o sono é um bom presente também. Há um tempo para dormir, mas também há um tempo para acordar e orar.
- Jesus orou com sinceridade e paixão.
Não eram orações sem importância. Às vezes, acho que nossas orações são tão mornas que Deus deve estar pensando: “Eles realmente se importam com o que estão pedindo? Será que isso é importante para eles?” Deus poderia pensar isso sobre muitas das minhas orações. Mas não era assim com Jesus!
“Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte, foi ouvido por causa da sua reverência.” (Hb 5.7)
Vamos falar sobre o Jardim do Getsêmani em breve nesta série, mas quantas de nós realmente compreendemos o que significa agonizar em oração como Jesus fez?
- Mesmo quando foi abandonado por Seu Pai e Deus se recusou a lhe responder, Jesus orou.
Sabemos que o Salmo 22 é um salmo messiânico. São palavras que Jesus orou da cruz:
“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras do meu gemido? Deus meu, clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém não tenho sossego.” (vv. 1,2)
Quando Jesus se tornou pecado por nós, Deus virou as costas para Seu Filho. Porém, Jesus continuou orando. Na hora mais escura e sombria de Sua vida, por meio de Suas orações na cruz, Jesus demonstrou fé de que Deus ainda estava lá. Mesmo quando Ele não podia sentir ou perceber.
Louvado seja Deus. Se estamos em Cristo, Deus nunca nos abandonará. Mas, às vezes, parece que Ele nos abandonou. Não é verdade? Não conseguimos sentir Sua presença, não vemos o que Ele está fazendo. A pergunta é: Vamos, como Jesus, continuar orando mesmo assim?
- Jesus ainda está orando.
Ele continua orando por nós hoje no céu. Ele orou durante toda a Sua vida na Terra. Orou durante a semana da Paixão. Orou na cruz. Ele ainda está orando! Ele não parou de orar.
“Por isso, também, pode salvar totalmente os que por ele se aproximam de Deus, vivendo sempre para interceder por eles que se aproximam de Deus.” (Hb 7.25).
Romanos 8.34 nos diz que Ele está “à direita de Deus, intercedendo por nós”. Isso não é motivo de alegria para você?
Obrigada, Jesus, por Suas orações por nós! Obrigada, Senhor, por ter orado quando era fácil e quando era difícil, nos momentos agitados, quando orou no silêncio, quando orou com outros e quando orou sozinho, e quando orou ao Seu Pai celestial porque O conhecia, O amava e desejava estar com Ele. Senhor, nos sentimos encorajadas pela Tua vida de oração. Somos gratas. Agradecemos. Pedimos, como os discípulos, que nos ensines a orar. Ó Senhor Jesus, Tu és verdadeiramente incomparável, e nós Te adoramos e te amamos. Em nome de Jesus, amém.
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth compartilhou algumas observações sobre a vida de oração de Jesus. Não é incrível pensar que Ele está orando por você e por mim?
No Jardim do Getsêmani, Jesus agonizou em oração. Por que Ele enfrentou o julgamento que estava por vir com tanta angústia? Não foi só pela dor da cruz. Algo muito mais profundo estava em jogo.
Nancy cita muitas referências bíblicas nesses episódios e caso queira ir mais a fundo ou meditar mais nesses temas, acesse a transcrição de cada episódio para ter acesso às referências bíblicas. Para acessar as transcrições, visite o nosso site avivanossoscoracoes.com.
Amanhã, vamos meditar na angústia da alma de Cristo, aqui no Aviva Nossos Corações. Aguardamos você!
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, chamando as mulheres à liberdade, à plenitude e à abundância em Cristo.
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