
Dia 2: Desenvolvimentos planejados: O julgamento de Cristo
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth aponta uma contradição no julgamento de Jesus.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Muitas, muitas leis foram quebradas durante o julgamento de Jesus, e ainda assim, não é incrível que Jesus ainda tenha escolhido morrer por aqueles que quebram as leis?
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Escolhendo o Perdão, na voz de Renata Santos.
Temos feito um estudo profundo nas últimas semanas nesta série chamada “Incomparável”. Caso tenha perdido algum episódio visite o nosso site e acesse os episódios anteriores: avivanossoscoracoes.com.
Aqui está Nancy continuando a série Incomparável.
Nancy: No episódio anterior, entramos com Jesus naquela cena muito íntima no Jardim do Getsêmani — o “moinho de azeite”. Foi no final daquele tempo de oração, entrega e consagração que Jesus foi preso ali no Jardim do Getsêmani, por volta da meia-noite, talvez nas primeiras horas da manhã.
A partir …
Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth aponta uma contradição no julgamento de Jesus.
Nancy DeMoss Wolgemuth: Muitas, muitas leis foram quebradas durante o julgamento de Jesus, e ainda assim, não é incrível que Jesus ainda tenha escolhido morrer por aqueles que quebram as leis?
Raquel: Este é o Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth, autora de Escolhendo o Perdão, na voz de Renata Santos.
Temos feito um estudo profundo nas últimas semanas nesta série chamada “Incomparável”. Caso tenha perdido algum episódio visite o nosso site e acesse os episódios anteriores: avivanossoscoracoes.com.
Aqui está Nancy continuando a série Incomparável.
Nancy: No episódio anterior, entramos com Jesus naquela cena muito íntima no Jardim do Getsêmani — o “moinho de azeite”. Foi no final daquele tempo de oração, entrega e consagração que Jesus foi preso ali no Jardim do Getsêmani, por volta da meia-noite, talvez nas primeiras horas da manhã.
A partir desse ponto, em menos de doze horas, talvez em apenas nove horas, Jesus passou por um julgamento judaico e um julgamento romano; Ele foi declarado culpado, condenado à morte e crucificado. Tudo aconteceu muito rapidamente. Às vezes esquecemos disso quando lemos os relatos dos Evangelhos. Temos esses capítulos longos sobre a Paixão de Cristo. Esquecemos que do Jardim do Getsêmani até Sua morte na cruz foi um período de tempo muito curto — apenas algumas horas.
Hoje, ao observarmos o julgamento de Cristo, que, novamente, é algo que O torna incomparável, veremos como não há ninguém como Ele. Muitas vezes, focamos na tortura física indescritível que foi infligida a Jesus durante o julgamento.
Vemos no filme A Paixão de Cristo, uma representação muito gráfica, muito vívida de como foi a tortura física. Há muito material descrevendo tudo o que ele sofreu também.
É importante entender o seu sofrimento físico, mas hoje gostaria que foquemos focássemos no julgamento em si, nos aspectos legais do julgamento e no que foi indiscutivelmente a maior injustiça da história do mundo — uma grave, deliberada injustiça. Mas, em tudo isso, veremos que havia um propósito, e que mesmo esse julgamento, tão injusto quanto foi, era uma parte vital do plano de Deus para resgatar e redimir os pecadores.
Sei que vamos ter ainda maior gratidão pelo fato de que Jesus não só foi à cruz, mas que antes mesmo da cruz, Ele suportou esse julgamento em nosso lugar, e por que isso importa.
É importante juntarmos todos os relatos dos quatro Evangelhos para que tenhamos uma ideia melhor sobre o julgamento de Jesus, e mesmo assim não fica totalmente claro qual foi a sequência exata e quais foram todos os detalhes, mas sabemos que tanto o julgamento judaico quanto o julgamento romano tiveram três etapas. Vamos caminhar por essas etapas dos julgamentos nos próximos momentos.
O julgamento judaico, ou religioso, começou no meio da noite após a prisão de Jesus. A primeira parte, a primeira etapa desse julgamento foi um exame informal por Anás, que era um ex sumo sacerdote.
Na segunda etapa, Jesus foi questionado em particular por Caifás, que era genro de Anás e era o sumo sacerdote atual. Veja bem, eles estavam todos em família. Esta era uma dinastia, uma dinastia sacerdotal que não era nada piedosa. Caifás era o sumo sacerdote atual que havia conspirado com Judas para trair a Cristo.
E, em terceiro lugar, após essas reuniões preliminares com Anás e Caifás, Jesus foi formalmente julgado perante os membros do Sinédrio, que havia sido rapidamente reunido nas primeiras horas da manhã.
O Sinédrio, como você deve saber, era o equivalente ao Supremo Tribunal Judaico. Era composto de sacerdotes principais, mestres da lei e anciãos. Era composto de setenta membros mais o sumo sacerdote. Eles só precisavam de vinte e três para ter quórum, e não sabemos se todos os setenta estavam presentes no julgamento de Jesus. Tinha que haver pelo menos vinte e três. Não sabemos nada além disso.
O sistema legal judaico era baseado na Lei de Moisés. Era bem conhecido por seu compromisso com a justiça e a equidade. Deixe-me ler para você, por exemplo, uma passagem de Deuteronômio capítulo 16 que descreve o coração de Deus sobre como a lei deveria ser aplicada entre Seu povo:
“— Nomeiem juízes e oficiais em todas as cidades que o Senhor, seu Deus, lhes der entre as suas tribos, para que julguem o povo com justiça.19 Vocês não devem torcer a justiça, não devem tratar as pessoas com parcialidade, nem aceitar suborno, porque o suborno cega os olhos dos sábios e subverte a causa dos justos.20 Sigam a justiça, somente a justiça, para que vivam e herdem a terra que o Senhor, seu Deus, lhes dá.” (Deuteronômio 16:18-20).
Assim que li essa passagem, pensei no julgamento de Jesus e percebi como ele violou o sistema legal judaico que Deus havia dado a eles. Não temos tempo para ler todos os relatos do julgamento — há muitos versículos nas Escrituras — em Mateus, Marcos, Lucas e João, que falam sobre o julgamento. Pense nesta passagem de Mateus 26, que diz:
“E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte.60 E não acharam, apesar de terem sido apresentadas muitas testemunhas falsas.” (Mateus 26:59-60).
Isso soa como algo que segue as diretrizes de Deuteronômio 16? De jeito nenhum! Estava totalmente fora de linha e fora do padrão pelo qual o sistema judaico era respeitado.
O julgamento de Jesus diante das autoridades religiosas judaicas foi uma verdadeira farsa de justiça. Foi um tribunal de fachada. Praticamente todos os procedimentos legais que foram estabelecidos para como o julgamento de um homem judeu deveria ocorrer foram violados. Houve uma ilegalidade e uma irregularidade após a outra ao longo de todo o julgamento. Vou dar alguns exemplos, entre muitos.
Primeiro de tudo, a prisão e o julgamento foram conduzidos no meio da noite, e, de acordo com a lei judaica, os julgamentos tinham que acontecer durante o dia. O fato de terem prendido Jesus no meio da noite foi uma violação da própria lei judaica.
Segundo, o julgamento foi conduzido em particular, em vez de ser em público — novamente, uma violação da lei deles.
Terceiro, o julgamento foi concluído em menos de um dia — na verdade, em menos de meio dia — o que era contrário à lei judaica. Na lei judaica, um caso que envolvesse pena de morte tinha que ocorrer em dois dias. Não podia ser concluído no mesmo dia, para permitir que testemunhas surgissem para dar ao acusado um julgamento justo.
O julgamento de Jesus violou as leis do Antigo Testamento que exigiam que a defesa fosse minuciosamente investigada. Em vez disso, eles se apressaram em julgar e pronunciar a sentença o mais rápido possível.
No julgamento de Jesus, Ele foi julgado por juízes parciais — ao contrário de imparciais — membros do Sinédrio que eram conhecidos como inimigos de Jesus. Como diz na passagem que acabamos de ler, em Mateus 26, eles estavam buscando matá-lo.
Eles não estavam seguindo o princípio de que Jesus era inocente até que se prove o contrário. Eles estavam convencidos de que Ele era culpado. Eles já tinham o objetivo final em mente antes mesmo do julgamento começar, e só empurraram o julgamento para alcançar o que queriam, que era matar Jesus. Portanto, esses não eram juízes imparciais de forma alguma.
Além disso, Jesus foi condenado com base em Seu próprio testemunho, o que era ilegal segundo a lei judaica.
Muitas, muitas leis foram quebradas durante o julgamento de Jesus, das quais acabei de mencionar algumas — e ainda assim, não é incrível que Jesus ainda tenha escolhido morrer por aqueles que quebram as leis? Mesmo considerando o fato de que muitas leis foram quebradas enquanto Ele estava a caminho de morrer por aqueles que quebram as leis. É irônico. É incrível. É assombroso que Ele tenha passado por isso.
Por volta do amanhecer, depois de passar pelo julgamento judeu, uma decisão formal foi tomada para condenar Jesus à morte. No entanto, os judeus não podiam executar uma sentença de morte sem a confirmação das autoridades romanas. Esta prática está relatada em João 18:31. Então, bem no início da manhã, de acordo com Mateus 27, “amarrando-o, levaram-no e o entregaram ao governador Pilatos.” (v. 1)
O exame por Pilatos foi a primeira fase do julgamento romano. Vimos o julgamento judaico. Agora temos o julgamento romano, que também teve três fases. Pilatos era o governador romano da Judeia. Os romanos não se importavam com blasfêmia, que foi o motivo pelo qual os judeus julgaram Jesus. O posicionamento deles era: “Isso é problema da sua religião — tanto faz.” Portanto, os líderes judeus, quando levaram Jesus a Pilatos, mudaram as acusações de blasfêmia para sedição, que era um crime romano.
Para os judeus, realmente não importava qual era a razão. Eles só queriam Jesus morto. Eles inventaram acusações. “Não importa o que seja necessário, qualquer coisa que tivermos que acusá-Lo, qualquer testemunha falsa que tivermos que trazer, queremos Ele morto.”
Claro, sabemos, ao estudar os Evangelhos, que eles foram movidos por orgulho, ganância — ganância por poder, ganância por posição. As Escrituras nos dizem que eles foram movidos por inveja. Jesus estava ganhando seguidores que eles não tinham, e Ele ainda os estava expondo. Ele os estava chamando de hipócritas e sepulcros caiados e pronunciando ais sobre eles.
Havia uma inveja. Eles estavam protegendo seus próprios interesses, seu controle sobre as pessoas. Eles tinham medo de perder o controle, esse controle que exerciam sobre as pessoas — eles colocavam as pessoas em escravidão em vez de oferecer uma liderança libertadora. Movidos por esses motivos ocultos, disseram: “Queremos nos livrar dele.”
Para mim, isso nos mostra que, mais de 2000 anos depois do julgamento de Jesus, algumas coisas nunca mudam. Ainda hoje, pecadores incrédulos e perdidos neste mundo incrédulo e perdido farão de tudo para acabar com Cristo.
Eles o odeiam porque Sua pureza expõe o pecado deles. Sua verdade expõe o engano deles. Seu reinado e direito de governar, Sua autoridade, desmonta sua própria autoridade e o direito de governar e o desejo de serem “deus” sobre suas próprias vidas.
Essencialmente, o mundo disse naquela época o mesmo que diz agora: "Não queremos que este homem governe sobre nós. É melhor que Ele morra.”
Hoje em dia, é impressionante como outras religiões são respeitadas e protegidas. Não se pode ser politicamente correto e questionar algumas de suas crenças. Existe um respeito real por outras religiões no mundo de hoje. Ao mesmo tempo, há um esforço conjunto para acabar com Jesus. Hoje somos livres para falar livremente sobre outras religiões e coisas que não são verdadeiras, mas, se começarmos a falar que Cristo é o caminho, a verdade e a vida, seremos atacadas — não porque eles nos odeiam, mas, se odeiam, é porque odeiam a Jesus.
Bem, a conclusão de Pilatos ao julgar Jesus foi simplesmente: “Não vejo neste homem crime algum.” (ver Lucas 23:4). Não vejo nada nele que mereça a morte. Mas para os líderes judeus, essa resposta não era aceitável. Eles estavam determinados.
Imagine, isso provavelmente foi antes das 6 da manhã. Não sei se acordaram Pilatos ou se ele apenas começava seu dia bem cedo. Mas posso imaginar Pilatos pensando: "Que dor de cabeça logo cedo! Não há razão para este homem morrer, mas essas pessoas estão sedentas por sangue. Elas estão decididas a se livrar dele”. E os líderes judeus insistiam que aquele homem era um agitador e uma ameaça a César.
Ok, aí Pilatos começou a prestar atenção. Isso era importante para ele. Quando Pilatos descobriu que Jesus era da Galileia, do distrito norte de Israel, que pertencia à jurisdição de Herodes, ele decidiu enviar Jesus para o tribunal do rei galileu chamado Herodes, que por acaso estava em Jerusalém na época. Talvez estivesse lá para manter a ordem durante a temporada da Páscoa, mas ele estava do outro lado da cidade.
Lá estava Herodes, e Jesus estava sob sua jurisdição. Posso imaginar que Pilatos ficou feliz de se livrar desse caso complicado.
Chegamos à segunda fase do julgamento romano, que é Jesus diante de Herodes. Existiam muitos Herodes diferentes, e isso pode ser confuso. Esse era Herodes Antipas, o rei que decapitou João Batista. Ele era filho de Herodes, o Grande, que havia ordenado a matança dos bebês judeus após o nascimento de Jesus. Vemos um legado de violência, ódio e comportamento bizarro nessa linha de Herodes.
Herodes ficou feliz em ver Jesus. Ele tinha ouvido falar muito sobre Ele, mas nunca o tinha encontrado, e por muito tempo ele queria ver Jesus. As Escrituras nos dizem que ele esperava ver Jesus realizar um milagre. Herodes questionou Jesus por um tempo, mas, como veremos no próximo episódio, Jesus não respondeu a nenhuma das perguntas de Herodes.
Finalmente, depois de zombar de Jesus e tratá-lo com desprezo, Herodes o mandou de volta para Pilatos para a terceira fase do julgamento romano, e a cena final desse julgamento. Deixe-me ler alguns parágrafos do Evangelho de Lucas, capítulo 23, para mostrar o que aconteceu a seguir.
Novamente, sei que estamos familiarizadas com a história, mas, ao nos aproximarmos da Semana Santa nos próximos dias, é bom meditarmos e ponderarmos novamente o que realmente aconteceu ali. Começando no versículo 13 de Lucas 23:
“Pilatos, então, reuniu os principais sacerdotes, as autoridades e o povo e lhes disse: — Vocês me apresentaram este homem como sendo um agitador do povo. Mas, tendo-o interrogado na presença de vocês, nada verifiquei contra ele dos crimes de que vocês o acusam. [Pilatos estava certo sobre isso, não estava? — nada que mereça a morte foi feito por Ele. Então Pilatos disse:] Nem mesmo Herodes, pois o mandou de volta para cá. Assim, é claro que ele não fez nada que mereça a pena de morte. Portanto, após castigá-lo, ordenarei que seja solto.” (versos 13–16)
Castigá-lo? Por quê? Não porque Jesus fosse culpado de algo, mas apenas para se livrar dessa confusão, na esperança de que isso satisfizesse os judeus.
“Toda a multidão, porém, gritava: — Fora com este! Solte-nos Barrabás! Barrabás estava preso por causa de uma revolta na cidade e também por homicídio.” (versos 18–19)
Temos aqui Jesus, que não fez nada de errado, e eles estão dizendo: “Queremos que Ele morra, mas Barrabás, um homem que era um insurgente e assassino conhecido, queremos que ele seja solto. Liberte-o.”
“Pilatos, querendo soltar Jesus, falou outra vez ao povo. Eles, porém, gritavam mais ainda: — Crucifique! Crucifique-o! Então, pela terceira vez, Pilatos lhes perguntou: — Que mal fez este? De fato, não achei nada contra ele para condená-lo à morte. Portanto, depois de o castigar, mandarei soltá-lo. Mas eles insistiam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E o clamor deles prevaleceu. Então Pilatos decidiu atender-lhes o pedido. Soltou aquele que estava encarcerado por causa da revolta e do homicídio, a quem eles pediam; e, quanto a Jesus, entregou-o à vontade deles.” (versos 20–25)
Ao considerarmos este julgamento, com todas as suas ilegalidades e irregularidades, empurrando Jesus para o julgamento e a execução, quero sugerir alguns pontos de reflexão para nossos corações.
Primeiro, aqueles que traíram, julgaram e condenaram Jesus foram culpados de traição contra o Santo de Deus. Eles eram culpados — tanto judeus quanto romanos. Mas aqui está o que precisamos lembrar — eles estavam cumprindo um plano que Deus havia ordenado, para que pudessem ser redimidos de seus pecados.
Que coisa incrível! Pense nisso! Eles eram culpados. Sem desculpas. Eles mataram Cristo. Eles assassinaram o Santo de Deus. Mas também estavam cumprindo um plano que Deus havia colocado em prática na eternidade passada para que pudessem ter seus pecados expiados.
Em Atos, capítulo 4, lemos uma oração dos cristãos após Pedro e João serem libertos da prisão. Nessa oração, eles citam o Salmo 2, que é um salmo messiânico. Eles dizem:
“Os reis da terra se levantaram, e as autoridades se juntaram contra o Senhor e contra o seu Ungido [falando sobre o julgamento de Jesus]. — Porque de fato, nesta cidade, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, se juntaram contra o teu santo Servo Jesus, a quem ungiste, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram.” (versos 26–28)
Isso nos mostra que, nem por um momento, os judeus ou os romanos estavam no controle final da situação. No final das contas, eles estavam cumprindo — até mesmo a ira dos homens louvará a Deus. Eles estavam cumprindo um plano sábio, amoroso e bom de Deus para a nossa redenção.
Isso deve nos consolar quando sentimos que o mundo inteiro enlouqueceu, e isso está nos afetando. Lembrem-se de quem realmente está no controle. Os planos de Deus não serão frustrados. Ele cumprirá Seus propósitos, mesmo que tenha que usar a maldade dos homens para realizá-los.
Em segundo lugar, vejo que o julgamento de Jesus é uma prova poderosa de que Ele era realmente sem pecado. Se tinhamos alguma dúvida, o julgamento deixou sua inocência mais clara do que nunca.
Anos depois, Paulo estava pregando em Antioquia e disse em Atos 13: “E embora não achassem nenhuma causa de morte, pediram a Pilates que ele fosse morto.” (v. 28)
Veja, Pilatos era um governador experiente. Ele sabia identificar quem era culpado e quem não era. Ele sabia que Jesus não era culpado, e até mesmo na avaliação de um líder secular e pagão, encontramos a verdade de que Jesus era, de fato, sem pecado.
Quando aqueles em posição de autoridade pecam contra nós, abusam de seu poder e mentem, lembrar de Jesus diante de Herodes, Pilatos e do Sinédrio pode trazer conforto para nossa alma. Ele já passou por isso; Ele experimentou isso; Ele fez isso por nós, o que nos leva a um ponto muito importante:
O julgamento de Jesus destaca a natureza substitutiva da obra de Cristo em nos salvar. O Santo Filho de Deus suportou esses julgamentos — mesmo que fossem falsos — como o representante dos pecadores. Ele ficou lá em nosso lugar, carregando nossos pecados, sendo julgado por nossas falhas.
No livro que mencionei anteriormente, chamado O Salvador Sofredor de F. W. Krummacher, ele diz:
“O Senhor está diante de Herodes, assim como esteve diante de Anás, Caifás e Pilatos, não apenas para ser julgado pelos homens, mas ao mesmo tempo por Deus; e é pelo meu pecado que Ele expia e pela minha dívida que Ele paga.”
Jesus estava lá, não apenas sendo julgado por esses governantes humanos, mas sendo julgado por Deus como nosso representante... Ele estava em meu lugar... sendo julgado pelos meus pecados.
E um homem culpado que merecia morrer, chamado Barrabás, é libertado — assim como nós somos libertadas. E Jesus, que não fez nada que merecesse a morte, é condenado à morte em seu lugar e no nosso — uma imagem clara da morte substitutiva de Jesus em nosso favor.
Em uma mensagem sobre o julgamento de Jesus, o Dr. John MacArthur disse que, ao considerar o julgamento de Cristo e o tratamento que Ele recebeu, ele ficou maravilhado com Sua graça. Ele disse:
“Eu merecia o julgamento, a sentença, a condenação e a execução que Cristo suportou injustamente por mim. É Deus quem deveria cuspir no meu rosto; me bater e me esbofetear, e me executar. Mas Cristo tomou o meu lugar.”
Esse, minhas amigas, é o evangelho. Essas são as boas novas. Um homem inocente foi julgado e punido para que homens e mulheres culpados pudessem ser libertos.
Isso exige uma resposta de nós. Cada pessoa precisa tomar uma posição em relação a Jesus. Citando novamente meu amigo Krummacher, de O Salvador Sofredor, ele disse:
“Veja a alternativa que está diante de você: ou romper para sempre com Jesus e aprovar a sentença sanguinária do Sinédrio, ou clamar 'Hosana' ao humilde Nazareno e cair em humilde adoração a Seus pés como Deus manifesto em carne. Não há meio termo aqui. Como você decide? Adore-O. Curve-se diante d’Ele. Ame-O. Confie n’Ele. Ou, clame: 'Crucifica-O.'”
Não há meio termo.
E só mais um lembrete: ao considerarmos o julgamento de Cristo, lembremos que em Seu julgamento terreno, Jesus foi o julgado, mas um dia as coisas serão invertidas, e Ele será o Juiz Supremo que dará o julgamento justo.
Se você confiou em Cristo como seu Salvador, que morreu em seu lugar, por seus pecados (e colocou sua fé n’Ele), então você não tem nada a temer no dia em que o Juiz Justo vier empunhando Sua espada para vindicar toda justiça e julgar todos os erros. Você não tem nada a temer. Mas se você rejeitou Cristo, não acreditou n’Ele, não confiou n’Ele, ou está tentando se salvar, posso dizer que você tem tudo a temer quando o Juiz Justo vier pronunciar Seu julgamento justo.
Oh Pai, como Te agradecemos por Jesus ter suportado esse julgamento por nós. Por nossa causa, Ele esteve lá em nosso lugar. Concede-nos, eu oro, olhos de fé renovados para ver, acreditar, nos arrepender e receber o que Ele fez em nosso lugar. Eu oro em nome de Jesus, amém.
Raquel: O julgamento de Jesus foi uma injustiça. Talvez você já tenha ouvido falar sobre isso antes, mas o ensino de Nancy hoje nos levou a uma profundidade maior. E a aplicação para nós é profundamente desafiadora. Toda a série, Incomparável, tem sido assim.
Ao ser relembrada de tudo que aconteceu, espero que sua compreensão da história do evangelho tenha sido enriquecida. Mais do que isso, espero que você tenha sido e continue a ser encorajada a conhecer e adorar Jesus de uma maneira mais profunda. Nancy?
Nancy: Essa série sobre o Cristo incomparável tem sido uma grande bênção na minha vida. Aprendi tanto sobre Jesus que jamais teria conhecido se não tivesse mergulhado em algumas dessas passagens e tópicos. Sou tão grata pela Palavra de Deus. Sou grata pelos tesouros disponíveis quando buscamos na Palavra de Deus. E sou grata pela oportunidade de compartilhar isso com outras pessoas.
Raquel: Como você reage quando alguém te acusa de algo? A maioria das pessoas se defende, mas quando Jesus foi acusado, Sua resposta foi surpreendente. Vamos falar sobre isso amanhã no Aviva Nossos Corações.
O Aviva Nossos Corações é o ministério em língua portuguesa do Revive Our Hearts com Nancy DeMoss Wolgemuth, chamando as mulheres à liberdade, à plenitude e à abundância em Cristo.
Clique aqui para o original em inglês.