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O desejo por controle

Publicadas: dez 20, 2021

Nancy DeMoss Wolgemuth: Meu gênero, a minha feminilidade não são um acidente biológico.

Raquel Anderson: Esta é Nancy DeMoss Wolgemuth.

Nancy: O fato de você ser mulher não é por acaso. Deus foi intencional quando fez você uma mulher. Deus foi intencional quando me fez uma mulher. Ele fez isso com um propósito.

Raquel: Este é um programa do Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth. Parece que sempre estamos sendo bombardeadas com mensagens conflitantes sobre o que significa ser mulher, não é? Nancy DeMoss Wolgemuth quer nos ajudar a olhar para a Bíblia. Falamos sobre a feminilidade bíblica o tempo todo, mas hoje Nancy inicia uma nova série que explica o básico. Chama-se Uma Visão para a Feminilidade Bíblica. Aqui está Nancy na voz de Renata Santos.

Nancy: Uma das coisas que eu amo neste ministério é a chance de ler muitos dos e-mails que são enviados para nós por ouvintes que compartilham suas histórias, compartilham seus corações, nos dizem como podemos orar por eles e compartilham o que Deus está fazendo em suas vidas. Muitos desses e-mails são de mulheres – esposas – que um dia foram até um altar e disseram: “Sim”, e naquele momento elas tinham estrelas nos olhos. Elas tinham muitos sonhos, muita esperança e muitas expectativas. Mas quando nos mandam suas mensagens, compartilhando de suas vidas, é porque elas agora se encontram num mundo de mágoas, um mundo de tensões, um mundo de frustração. Elas escrevem para compartilhar conosco como esses sonhos românticos que tiveram como mulheres mais jovens se transformaram em expectativas não realizadas, decepção amargurada, raiva e conflito. Muitas dessas mulheres são donas de casa realmente desesperadas.

Quero ler um exemplo disso para vocês. Uma delas escreveu para nós e disse assim:
Estou no fim de minhas forças. Meu marido tem caído no sono na frente da TV por três anos, e eu estou absolutamente amarga e ressentida porque ele não me ama e nem me abraça como um marido deveria. Estou me sentindo cansada e cheia de ódio, e eu sei que isso é errado. Eu bato portas e fecho a cara, mas não consigo dizer a ele por que estou com tanta raiva. Agora ele diz que está cansado de ser maltratado. Tudo o que ele faz há anos é berrar, gritar e me assustar, e agora eu sou o vilão da história? Estou esperando a resposta de Deus para esses pedidos de oração, mas, enquanto isso, estou com raiva e estou muito cansada.

Aqui está outra mensagem. Essa mulher diz:
Desde o início de nosso casamento, e mesmo antes dele, o único desejo do meu marido tem sido a satisfação de suas necessidades sexuais. O sexo era e é um ídolo para ele. Ele era muito exigente e ficava muito bravo quando o sexo não acontecia.

Eu engravidei logo depois que nos casamos, e isso o irritou. Ele me forçou a ser esterilizada aos 26 anos de idade após o nascimento do nosso terceiro filho. Ele queria sexo livre do risco de uma criança interromper seu prazer. Para ser sincera, nesse momento eu o odiava. Ele era um homem zangado e sarcástico. Suas palavras para mim eram como uma faca de dois gumes, cortando os ossos e a medula. Não tenho lembranças dele alguma vez ter me edificado em Cristo; ele só me destruiu.

Se ele tivesse me amado, Nancy, me amado como a si mesmo, tivesse sido gentil comigo, ele teria a esposa e o sexo que ele tanto queria. Do jeito que está agora, não quero nada com ele. Não sei para onde ir. Eu estou profundamente ferida por este homem em quem confiei para me amar e me edificar em Cristo.

Talvez você não se identifique com todos os detalhes dessas histórias, mas talvez haja algo nelas com o qual possa se identificar. Deixe-me dizer, não são apenas as mulheres que expressam frustração no relacionamento com os maridos ou os homens. Às vezes, recebemos cartas de homens expressando a frustração que eles sentem também. Ouça as palavras desse e-mail de cortar o coração que recebi de um de nossos ouvintes do sexo masculino:

“Eu sou um marido muito frustrado. Sei que estou longe de ser perfeito. De fato, para ser justo, já vou listar algumas das minhas lutas e desafios. Certamente tenho um problema com meus pensamentos e luto também com a raiva. Reagi com muita severidade às chateações de minha esposa, a xinguei e disse que gostaria que nunca tivéssemos nos casado, etc., etc.

Temos participado de aconselhamento para casais desde que nos casamos. Somos membros de uma igreja que possui ensinamentos doutrinários sólidos. Minha esposa tem o livro: Mentiras que as Mulheres Acreditam e cerca de cinco outros livros para esposas sobre o casamento. Ela diz que acredita na visão bíblica do casamento; no entanto, ela está constantemente discutindo comigo e me dizendo que estou errado em tudo. Eu sei que falar “tudo” soa como um exagero, mas quando ela me diz isso 40 a 50 vezes por dia, com certeza parece ser tudo. Assim que eu chego em casa, ela começa se queixar ou contradizer as coisas que eu digo. Sou obrigado a fazer tudo do jeito dela, ou, se não, discutir por horas a fio. Ela acredita que está certa a respeito de tudo e na maioria das vezes se recusa a considerar minha opinião.”

Esse e-mail, como às vezes acontece com outros, trouxe lágrimas aos meus olhos. Eu fiquei pensando: que situação triste! Sabemos que o casamento foi planejado pelo Inventor do casamento – o próprio Deus – para ser um retrato que mostra ao mundo o incrível amor de Cristo e Seu relacionamento redentor com Sua noiva, a Igreja. Fico de coração partido ao ver como o inimigo tem pervertido essa imagem. Ele distorceu e destruiu o plano criado por Deus para homens e mulheres. Fico de coração partido ao ver quão longe cada um desses casais está de experimentar a unidade e a bênção em seus casamentos que Deus pretendia que maridos e esposas desfrutassem um com o outro.

Eu sei que a maioria dos casos não é tão grave quanto os que acabei de ler. No entanto, em graus variados, o que acabamos de ouvir ilustra a guerra dos sexos – seja no casamento ou fora dele; é algo que todos nós já encontramos. E, se formos sinceras, é algo para o qual todos já contribuímos. Não há pessoas inocentes quando se trata de homens e mulheres que ofendem, provocam e machucam um ao outro.

Às vezes, nos envolvemos nessa batalha em nossos relacionamentos mais próximos. Por que machucamos mais àqueles que mais amamos? Sabemos que conflito e dor nos relacionamentos marido / mulher são, em última análise, o resultado do pecado. Quando digo que não há um lado inocente, isso não significa que em toda briga ou problema de casamento os dois lados sejam igualmente responsáveis.

Às vezes, há uma pessoa muito piedosa, cujo cônjuge não segue a Cristo e torna a vida muito difícil. Mas sabemos que, no final das contas, todos esses conflitos começaram na Queda. São as consequências do homem e da mulher dizerem: “Escolho meu caminho, e não o caminho de Deus”. Quando voltamos para a descrição da Queda no capítulo 3 de Gênesis, podemos ver Adão e Eva fazendo essa escolha. Eles pecaram e então Deus veio e os achou se escondendo Dele – tentando esconder, não que eles pudessem. Deus falou com a mulher; Ele falou com o homem e falou com a serpente. Ele disse que haveria consequências para a escolha pecaminosa que fizeram.

Essas consequências não foram apenas para Adão e Eva, mas são consequências que experimentamos como mulheres e homens e em nossos relacionamentos entre homens e mulheres até hoje. Deus disse a Eva no versículo 16 do capítulo 3 de Gênesis: “Teu desejo (esta é a consequência de sua escolha) será para [contra] seu marido”.
Os teólogos têm falado muito sobre o significado dessa frase, mas eu acho que quer dizer o seguinte: Deus está dizendo que você terá o desejo ou o impulso de se opor ao seu marido, de controlá-lo e de agir contra ele.

Em vez de unidade, de uma carne, de harmonia e paz, de união de relacionamento – conforme o plano de Deus – haverá uma barreira entre vocês. O seu impulso, seu impulso caído e pecaminoso, será tentar controlar seu marido, opor-se a ele, e agir contra ele. Vocês deveriam estar no mesmo time, mas acabam jogando em times opostos. O final desse versículo diz que não apenas seu desejo será contra seu marido, mas que “ele governará sobre você”.

Agora, novamente, há muita discussão teológica sobre o que exatamente isso significa. A explicação que mais tem me ajudado é que, quando diz que ele governará sobre você, pelo menos parte do que isso significa é que ele responderá a você como um governo, uma chefia, uma supervisão e autoridade que às vezes serão vigorosos e severos. Ele nem sempre irá liderar de maneira piedosa. Às vezes, ele será dominador, autoritário ou severo.

Aqui temos no terceiro capítulo da Bíblia, depois de dois capítulos incrivelmente lindos sobre Deus fazendo tudo e vendo que tudo era bom e o incrível design de Deus e Sua bênção sobre o Seu universo, essa consequência da mulher dizendo não a Deus e sim aos seus próprios desejos. Deus diz que isso afetaria tudo na vida dela, começando com o único relacionamento humano que ela tinha no momento, que era com seu marido.

Então, ao homem e à mulher que Deus criou e planejou para viver em unidade e harmonia, Deus diz agora que o impulso das mulheres será controlar os homens, agir contra eles. Guerra dos sexos. E ele às vezes dominará você de maneiras que não são apropriadas.

Nos próximos dias, quero que consideremos uma importante questão teológica. É uma das coisas mais contra culturais que discutimos aqui no Aviva Nossos Corações. Já falamos sobre este assunto de maneiras diferentes, mas quero voltar a ele. O assunto é toda essa questão da masculinidade e feminilidade bíblicas.

Qual era o plano de Deus?
O que deu errado?
Como Deus deseja que nós, mulheres, funcionemos?
Qual é a visão de Deus para a feminilidade bíblica no que se refere às nossas responsabilidades para com os homens?

Compartilhei os exemplos no começo do programa para demonstrar que essa questão teológica às vezes é muito complexa. Existem passagens nas Escrituras sobre esse assunto que não são fáceis de entender. Estávamos conversando sobre uma delas em Gênesis, capítulo 3, mas quero que você veja que isso não é apenas uma questão teológica. É uma questão muito pessoal.

Esta é uma questão na qual temos visto uma mudança radical na subcultura evangélica durante a minha vida. Se você tem menos de 40 anos e não foi criada nos caminhos de Deus, hoje você está sendo ensinada uma maneira totalmente diferente de pensar do que as Escrituras ensinam sobre a masculinidade e a feminilidade.
Essa mudança na cultura evangélica veio logo atrás de uma mudança sísmica na cultura ocidental como um todo. Pontos de vista sobre feminilidade e masculinidade que antes eram considerados radicais ou marginais, extremos – esses pontos de vista se tornaram convencionais. Eles estão no ar que respiramos hoje. Eles estão em toda parte, inclusive na igreja.

Como resultado, há uma confusão epidêmica. As mulheres estão confusas, assim como os homens. Há desorientação entre homens e mulheres.
• Quem sou eu?
• O que eu devo ser?
• Como devo funcionar?
• Como meus relacionamentos devem funcionar?

As consequências custam caro. Vemos isso nas ilustrações que acabei de ler, nesses e-mails que recebemos. Portanto, este não é apenas um exercício teórico. Estamos falando de implicações na vida real – em nossas casas, nossas igrejas, no local de trabalho, em nossa cultura. Estamos falando de pessoas reais, casamentos reais, famílias reais, filhos reais, mágoas reais e, em muitos casos, como alguns dos que acabei de ler, mágoas profundas e desespero.

O tema da masculinidade e da feminilidade está entrelaçado na estrutura das Escrituras. Está no próprio tecido das Escrituras. Não é uma ideia que Deus teve depois. Não é algo que é irrelevante. É muito significativo que Deus tenha feito homens e mulheres. Vamos ver por que e como. Este é um aspecto crucial do plano de Deus na criação e na redenção.
O potencial de bênção é enorme se reconhecermos o plano de Deus e o abraçarmos em nossas vidas como mulheres e se os homens fizerem o mesmo. Você vê que o inimigo sabe disso e foi por isso que ele apareceu no Jardim logo no começo. É por isso que ele vem aparecendo em nossas vidas desde então, nos enganando através da cultura pop, da literatura, dos filmes, da maneira como pensamos, da natureza caída. O inimigo quer roubar a verdade da igreja, e ele quer roubar a verdade de você.

Quero dedicar alguns momentos nesta primeira sessão para compartilhar com você como passei a ter esse peso em meu coração pela masculinidade e feminilidade bíblicas – feminilidade bíblica em particular porque nossa missão em Aviva Nossos Corações é ensinar mulheres e ajudá-las a experimentar a liberdade e a feminilidade, a plenitude e abundância em Cristo. Quero dar uma visão rápida da minha própria jornada pessoal como mulher no ministério e tentar comunicar porque eu acho que é tão importante lidarmos com isso e abraçarmos as implicações de uma perspectiva bíblica sobre a masculinidade e a feminilidade. Meu próprio entendimento do chamado de Deus em minha vida como mulher tem sido uma jornada pessoal de muitos anos. Tem sido uma peregrinação na qual eu continuo.

Quando era jovem, desde que eu era uma garotinha e na adolescência, eu tinha uma grande paixão por Deus. Eu fui salva aos quatro anos de idade. Quando eu tinha seis ou sete anos, eu sabia que Deus tinha Sua mão sobre minha vida, que Ele havia me chamado, que havia me separado para servi-Lo de alguma maneira. Eu não tinha ideia de como seria isso, mas tinha esse desejo apaixonado de servir a Cristo.

Durante todo os anos de Ensino Médio e faculdade, eu ensinei a Palavra, muitas vezes para crianças e jovens. Eu era uma visionária. Eu tinha um coração para o ministério, mas para falar a verdade, muitas vezes eu me sentia um pouco frustrada e limitada. Havia um sentimento que estava me corroendo no profundo do meu ser.
Eu acho que não poderia ter expressado este sentimento em palavras ou ousado dizer isso na época. Mas, ao olhar para trás, havia uma sensação de que, se eu fosse homem, poderia fazer mais para servir a Deus do que como uma mulher.

Quando eu tinha 21 anos, eu estava servindo na equipe de uma grande igreja local na área de ministérios para crianças. Um dia, o pastor daquela igreja veio e perguntou se eu estaria disposta a iniciar a seção de mulheres para um novo ministério que ele estava começando. Parte da minha responsabilidade envolveria organizar encontros para mulheres com o tema: “A batalha pela família: o papel da mulher”. Olha, eu não teria dito isso a ele, mas a verdade era que, naquele momento, eu nem tinha certeza de que gostava da companhia das mulheres. Falando sério! Eu não podia imaginar dar a minha vida para servir mulheres. Você poderia dizer: “Isso parece meio estranho.” Mas o Senhor me conduziu e me direcionou para fazer isso. E eu concordei em servi-lo conforme Ele pediu.

Assim, dos 20 aos 30 anos de idade, procurei fazer o que pediam de mim, ou seja, servir às mulheres ministrando às necessidades espirituais das mulheres. Durante essas conferências e encontros, e conversando com elas, encontrei muitas mulheres profundamente feridas por homens e lutando com ressentimentos, medos e receios profundos quanto aos seus relacionamentos com eles.

Eu também encontrei outras mulheres que tinham pouca ou nenhuma estrutura quanto ao que significa ser uma mulher cristã, ou de ter uma perspectiva bíblica. Então, ao ministrar às mulheres – mulheres machucadas, confusas e desorientadas – acabei me voltando para as Escrituras em busca de sabedoria, pois ali é o lugar para procurar sabedoria. É ali que obtemos sabedoria. A sabedoria vem do Senhor. Eu estava pedindo a Deus que me ajudasse a ajudar essas mulheres.

Comecei a procurar respostas para as questões difíceis da vida relacionadas à nossa feminilidade. Na busca por estas repostas, Deus começou a me dar uma compreensão mais profunda do que significa ser uma mulher versus ser um homem. Porquê Deus nos criou como mulheres e o que significa se relacionar com os homens de maneiras piedosas e saudáveis. Comecei a descobrir, na Palavra de Deus, maneiras de glorificar a Deus como mulher.

Eu tenho que lhe dizer que esta tem sido uma jornada incrivelmente libertadora para mim. Isso não aconteceu da noite para o dia, mas, durante um período de anos, Deus começou a me libertar para amá-Lo como uma mulher com todo o meu coração, alma, mente, força e para servi-Lo e glorificá-Lo como uma mulher. Li passagens como essa que vocês conhecem no capítulo 1 de Gênesis, onde Deus disse no versículo 26: “Façamos o homem [ou a humanidade] à nossa imagem, à nossa semelhança. . .. Então Deus criou o homem à sua própria imagem, à imagem de Deus ele o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1: 26-27).

No segundo capítulo de Gênesis, temos um relato um pouco mais detalhado de como Deus criou a mulher, a parte feminina dessa equação, e vemos que Deus projetou a mulher sob medida para um propósito específico, para atender a uma necessidade específica. Ao ver isso, comecei a perceber que meu gênero, minha feminilidade não são um acidente biológico. O fato de você ser uma mulher não é por acaso. Deus foi intencional quando fez você uma mulher. Deus foi intencional quando me fez uma mulher. Ele fez isso com um propósito.

Então Gênesis 1:28 continua nos dizendo: “E Deus os abençoou”, tanto homens quanto mulheres – os abençoou. “E Deus disse-lhes [homens e mulheres juntos]: ‘Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra’.”
Deus disse ao homem e à mulher, ao macho e à fêmea: “Vocês serão abençoados. Aqui está o seu propósito. Aqui está o design e plano que tenho para vocês. Aqui está o que eu quero que vocês façam. Quero que trabalhem juntos. Quero que vocês se complementem. Quero que Me sirvam e Me glorifiquem juntos. “

Então vemos no versículo 31 de Gênesis 1 o seguinte: “E Deus viu tudo o que havia feito [as árvores, as plantas, os frutos, os animais, os pássaros, os peixes, o homem e a mulher], e tudo havia ficado muito bom.” É bom. Nos últimos anos, Deus me deu uma nova visão da maravilha e da beleza do plano de Deus – o plano de Deus para os homens e o plano de Deus para as mulheres – e as maneiras pelas quais eles são distintos.

Comecei a ver a minha feminilidade não como um fardo, mas como uma bênção, como um presente, como algo a ser recebido e abraçado. Comecei a ver minha feminilidade é um meio pelo qual posso glorificar a Deus. É um meio pelo qual eu posso refletir a Sua imagem. É um meio pelo qual eu posso experimentar a verdadeira liberdade, plenitude e abundância como uma filha de Deus.

Nos próximos dias, queremos explorar como é essa visão da feminilidade bíblica e como podemos experimentar essa liberdade, plenitude e abundância como mulheres. Deixe-me dizer que, se você estiver disposta a adotar essa visão, poderá descobrir que você será poupada de muitas das dores que lemos nos e-mails. De fato, hoje há mulheres nesta sala que gostariam muito de ter entendido e aceito, de ter recebido como um presente o chamado de Deus para ser uma mulher anos atrás. Sabem que existem consequências que estão enfrentando em suas vidas e relacionamentos hoje porque não se encaixaram no plano de Deus e no design de Deus para suas vidas como mulheres. Então isso é um mistério. É uma maravilha. É uma benção. E é algo que queremos explorar juntos nos próximos dias.

Raquel: Nancy DeMoss Wolgemuth estará de volta para orar. Ela está lançando uma visão para nós como mulheres. O programa de hoje começa uma série bastante necessária, chamada Uma Visão para a Feminilidade Bíblica.

Talvez você possa se identificar com algumas das coisas que ouviu hoje. Você não vê a feminilidade como um presente. Talvez você esteja em um relacionamento difícil. Talvez você não queira seguir a liderança masculina porque tem medo de ser deixada para trás ou de não ser valorizada.

Você gostaria de explorar estas questões ainda mais com alguns recursos úteis? A primeira é uma mensagem do Dr. John Piper chamada ‘O Sentido Principal da Verdadeira Feminilidade’, encontrada no canal do YouTube Aviva Nossos Corações. Esse vídeo é a semana 1 da série de vídeos associados ao estudo Mulher Verdadeira, e lhe dará uma visão geral e sólida do que a Bíblia diz sobre os papéis dos homens e os papéis das mulheres.

A Bíblia ensina que os homens são mais valiosos ou mais importantes que as mulheres? Nancy falará sobre isso no próximo episódio quando continuaremos esta série. Agora ela está aqui para orar.

Nancy: Senhor, refletindo sobre minha própria jornada e pela maneira como o Senhor abriu Sua palavra e Seus caminhos para mim eu só quero Te agradecer; por ter transformado meu coração e por ter me dado um sentimento de gratidão pelo Teu plano, pela maravilha desse plano. Obrigado por Tua graça em minha vida como mulher. Obrigado pelo privilégio de servir as mulheres e pelo privilégio de fazer isso através deste ministério.

Oro que, como mulheres, ao ouvirmos a Tua Palavra nos próximos dias, ao buscarmos na Tua Palavra, que Tu nos dê sabedoria, entendimento e discernimento e que estaremos prontas a render nossos corações e vontades a Ti e ao Teu plano. Que possamos glorificá-Lo como mulheres, ó Senhor, e cumprir o incrível propósito para o qual o Senhor nos criou. Eu oro em nome de Jesus, amém.

Aviva Nossos Corações com Nancy DeMoss Wolgemuth faz parte do Ministério Life Action.

Clique aqui para ler a versão em inglês.

Chamando as mulheres à liberdade, plenitude e abundância em Cristo. Aviva Nossos Corações é um ministério para mulheres, filial no Brasil da organização internacional Revive Our Hearts.

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